Saiba TUDO sobre seguro residencial: preços, contratos e mais!


 

Um imóvel residencial inclui uma série de valores que, de várias formas, são importantes para as pessoas. Por um lado, existem as questões mais concretas, relacionadas aos aspectos financeiro e patrimonial que um bem de alto valor reúne. Por outro, existem os aspectos subjetivos, que dizem respeito às memórias e às emoções que a residência proporciona.

Afinal, as moradias não apenas são os locais onde as famílias são criadas e mantidas ao longo dos anos, como também aqueles nos quais os sucessos são festejados e as forças reunidas para superar as dificuldades. Aliado a isso, um imóvel próprio representa a estabilidade material que, muitas vezes, é conquistada com sacrifício.

Sendo assim, é natural pensar na segurança e na conservação desse patrimônio, que deve ser protegido de todas as agressões externas. Ao mesmo tempo, é preciso prever os meios e formas de indenização, caso os prejuízos sejam inevitáveis.

É para tanto que existem os seguros residenciais. Nesse post serão analisadas as vantagens de contratar e o custo que eles representam. Também será verificada a relação que eles têm com a locação de imóveis e o que precisa ser observado na contratação.

Por fim, a abordagem sobre as responsabilidades e sobre os direitos do segurado e da seguradora, além da apresentação de um checklist relacionando o que não pode faltar em um seguro residencial completará esta análise sobre o assunto. Confira!

Quais são as vantagens do seguro residencial?

Garantia de indenização, caso algum dano ocorra sobre o imóvel ou aconteça um furto ou roubo, assim como a facilidade na obtenção de reparos, quando há a inclusão de serviços especiais na apólice. Em linhas gerais, estes são os benefícios obtidos por quem contrata um seguro residencial e que podem ser resumidos em uma palavra: tranquilidade.

De maneira mais detalhada, é possível apontar pelo menos cinco vantagens que justificam a contratação desse tipo de seguro. Veja quais são elas:

1. Custo x benefício

Fazer um seguro residencial custa menos do que segurar um automóvel. Portanto, como o bem segurado tem valor muito superior ao de grande parte dos veículos, o investimento é bastante compensador.

Afinal, com a gasto de uma quantia reduzida, o seguro residencial permite que um bem com custo alto fique cercado de coberturas em casos de danos diversos. Assim, qualquer imprevisto que surgir será sanado sem provocar interferência na saúde financeira da família.

2. Flexibilidade

As seguradoras oferecem apólices compatíveis com as necessidades dos segurados. É o caso de uma cobertura básica, por exemplo, que prevê o ressarcimento no caso de danos causados à estrutura e aos bens contidos no imóvel quando ocorre um incêndio, uma explosão e a queda de um raio.

Há também as coberturas adicionais, que incluem danos elétricos ou provocados por ventos e pela chuva, impactos causados por veículos, desmoronamentos, furtos e roubos, entre outros.

A cobertura adicional pode incluir ainda o ressarcimento a terceiros no caso de danos que configurem responsabilidade civil e que sejam causados pelo segurado ou por seus familiares, tais como vidraças quebradas e infiltrações.

Vale ressaltar que os seguros residenciais podem ser feitos sobre imóveis de uso contínuo ou de utilização temporária, como as casas de férias.

3. Serviços especiais

Esse benefício se configura como uma das grandes vantagens oferecidas por um seguro residencial. Afinal, além dos altos custos dos serviços profissionais especializados, nem sempre é possível encontrar prestadores confiáveis ou que estejam capacitados para realizar com qualidade as tarefas para as quais são contratados.

Além disso, a possibilidade de poder solicitar um serviço profissional de maneira rápida, a qualquer ora do dia ou da noite, é um conforto que compensa bastante a contratação dessa cobertura especial.

Para atender a estas necessidades, a apólice pode incluir, por exemplo, os serviços de encanadores, eletricistas e chaveiros, entre outras possibilidades.

Desta forma e sem nenhum custo adicional, é possível sanar desde os problemas mais complexos — como panes hidráulicas, incluindo vazamentos, entupimento e rupturas das tubulações, e panes elétricas, em disjuntores, interruptores e quadros elétricos —, até os mais triviais, como a troca da resistência de um chuveiro.

Em apólices mais completas é possível, inclusive, contratar muitos outros serviços, tais como consertos em eletrodomésticos e trocas de segredos de fechaduras.

4. Bonificação

Da mesma forma como acontece na renovação dos seguros automotivos, a renovação do seguro residencial pode garantir uma bonificação ao segurado, reduzindo o valor do prêmio a ser pago à seguradora.

Desta forma, os benefícios são garantidos por meio de um custo de renovação menor do que aquele que foi pago na contratação inicial.

Os preços dos seguros residenciais

Como vimos, um seguro residencial pode ter custo inferior ao do que representaria segurar um veículo. Esta condição pode parecer estranha, se considerarmos apenas os valores de cada um dos bens que serão segurados em cada caso. No entanto, ela se justifica em função do baixo índice de sinistralidade que os imóveis apresentam.

Em outras palavras, é possível dizer que os veículos estão muito mais expostos a riscos diversos — como os de acidentes e roubos — do que as residências. Ou seja, ocorrem mais sinistros com veículos do que com residências, o que explica porque as seguradoras cobram menos para segurar casas e apartamentos do que cobrariam para segurar carros.

De qualquer forma, é preciso ter atenção para as coberturas implicadas na apólice. Quanto mais extensas elas forem e quanto mais serviços especiais forem incluídos, maior será o prêmio cobrado pela seguradora, lembrando que o prêmio é o valor pago pela apólice.

Como o valor da apólice está vinculado às coberturas que ela inclui, também é preciso avaliar o que é de fato necessário contratar. Por exemplo, quem mora em um apartamento que esteja em posição elevada talvez não precise se preocupar em contratar uma apólice que cubra danos provocados por enchentes, por exemplo.

Por outro lado, coberturas contra incêndio ou vendavais, que são básicas, sempre devem ser incluídas. Além disso, vale a pena também avaliar a inclusão de coberturas contra roubo de bens existentes no imóvel.

Certamente, toda inclusão de coberturas além da básica encarecerá a apólice. Contudo, a tranquilidade que os benefícios adicionais proporcionam é bastante compensadora.

Cálculo do preço do seguro

Para a cobertura básica, o valor de contratação do seguro residencial considera a soma do custo necessário à reconstrução do imóvel com o valor dos bens nele contidos. Nesse ponto, é preciso ter em mente que o valor da reconstrução não representa, necessariamente, o valor de mercado do imóvel.

O custo de reconstrução é obtido pela multiplicação da área construída do imóvel, definida em metros quadrados, pelo custo em reais por metro quadrado na região onde o imóvel se encontra. Esse custo é definido pelo sindicato da construção civil local.

Para a cobertura dos bens contidos no imóvel leva-se em conta o custo necessário para reposição de móveis, equipamentos eletroeletrônicos, vestuário, objetos pessoais e de outros pertences dos moradores. Caso algum bem de alto valor seja adquirido após a contratação do seguro, convém informar à seguradora sobre a aquisição, o que pode tornar necessário o endosso da cobertura.

No cálculo do prêmio a ser pago à seguradora também são consideradas as características do local onde o imóvel se encontra, a fim de avaliar os possíveis riscos que o lugar oferece.

Por exemplo, se o imóvel for um apartamento localizado em um condomínio repleto de equipamentos de segurança, considerando que o risco ali é menor, certamente a apólice terá um preço mais reduzido do que seria se não existisse essa proteção. Por outro lado, se imóvel estiver em uma área onde o risco de raios é iminente e não contar com proteção contra eles, é possível que apólice custe mais do que seria se houvesse a instalação dos equipamentos.

Também cabe destacar que, como os condomínios são obrigados a contratar seguros que cubram as estruturas das edificações, os seguros dos apartamentos costumam ser mais baratos do que os de casas.

Em contrapartida, imóveis que permanecem fechados por longos períodos — como uma casa de veraneio — podem ter o custo do seguro mais elevado do que outros com as mesmas características de localização, mas que têm ocupação permanente.

Franquia

Assim como acontece em relação ao seguro de veículos, o segurado deve se responsabilizar pelo pagamento de uma franquia, caso ocorra algum prejuízo. Entende-se por franquia o valor que é definido em contrato que deve ser pago pelo segurado para que a seguradora cumpra a sua parte de garantir a indenização em caso de sinistro.

Caso o dano tenha valor inferior ao da franquia, portanto, o reparo não será feito pela seguradora.

Seguro residencial é obrigatório no aluguel?

Antes de tudo, é preciso distinguir o seguro residencial contratado para uma residência alugada do seguro fiança locatícia. O segundo caso se refere a uma das garantias que o proprietário do imóvel pode exigir de um candidato à locação para que ele se torne inquilino do imóvel.

Por meio do seguro fiança, o locatário contrata uma apólice que tem como beneficiário o locador. No caso de inadimplência, o valor da apólice pode ser resgatado, ressarcindo o proprietário do imóvel pelos valores não recebidos.

Portanto, a contratação de um seguro fiança pode ser uma das possíveis garantias entre as quais o proprietário do imóvel deve exigir do candidato à locação para que o contrato se concretize. As demais seriam o depósito caução e apresentação de um fiador, que são substituídos pelo seguro fiança.

Já o seguro residencial para imóvel alugado só difere do seguro residencial para imóvel próprio no que diz respeito à qualificação do contratante, que deve ser o inquilino. No restante, é exatamente igual.

De fato, não existe nenhuma lei que obrigue que o inquilino contrate um seguro residencial para o imóvel que for alugar. Todavia, também não há nada que impeça que o proprietário do imóvel inclua essa condição no contrato de locação, o que torna o cumprimento da cláusula obrigatório.

Benefícios para o locatário

Antes de pensar no custo adicional que o seguro residencial representará para o inquilino, é preciso ressaltar as vantagens que este também obtém da contratação. Afinal, o locatário se verá cercado de todos aqueles benefícios que foram mencionados anteriormente e que garantem que o imóvel seja reparado, caso necessário, a fim de retornar às melhores condições de habitação.

Ao mesmo tempo, os serviços especiais que podem ser incluídos na apólice constituem benefício real, que asseguram tranquilidade aos moradores tanto em uma residência própria, quanto em uma alugada.

Além disso, é importante ter em mente que todo contrato de locação prevê que, no momento em que o acordo se encerra, o imóvel deve ser restituído ao locador na situação em que estava quando foi alugado. A condição original do imóvel antes da locação é aquela relatada no termo de vistoria, que é parte integrante do contrato de locação.

Assim, considerando que todo imóvel está exposto a riscos variados, que podem acontecer sob a responsabilidade de um inquilino ou de seus familiares, a contratação do seguro residencial é mais do que oportuna. Afinal, se sofrer algum dano enquanto estiver ocupado pelo locatário, o bem será reparado, garantindo que o contrato de locação seja plenamente cumprido.

O que observar no contrato de seguro residencial?

No Brasil, o Sistema de Seguros é regido pelo Decreto Lei nº 73, de 1966, que cria a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que regulamenta e fiscaliza o setor securitário no país. Por instrução da Susep, todo bilhete de seguro residencial deve especificar, minimamente:

  • o ramo do seguro, com o código que a ele se aplica, de acordo com a legislação específica do plano ao qual o contrato se vincula;
  • a razão social da sociedade seguradora, incluindo o CNPJ e o código de registro junto à Susep;
  • o número do processo administrativo de registro junto à Susep do plano de seguro ao qual o bilhete será vinculado, além do número de controle do bilhete;
  • a data de emissão do bilhete;
  • a identificação do segurado, o que inclui o nome completo e o CPF, se for pessoa física, ou a razão social e o CNPJ, caso ele seja pessoa jurídica;
  • a identificação do bem segurado;
  • as coberturas contratadas;
  • o valor em dinheiro do limite máximo de garantia de cada cobertura contratada;
  • os riscos incluídos;
  • os bens incluídos e os bens excluídos;
  • as franquias ou carências que serão aplicadas a cada cobertura, se houver precisão nesse sentido;
  • o período de vigência da apólice, com especificação da data de término das coberturas contratadas;
  • o valor do prêmio a ser pago, incluindo IOF, se for o caso, e o valor total a ser pago;
  • o prazo e a forma de pagamento do prêmio e, se houver parcelamento, a periodicidade de quitação das parcelas;
  • os prazos de tolerância e períodos de suspensão aplicáveis, quando houver previsão;
  • a lista da documentação a ser apresentada para o recebimento da indenização para cada cobertura contratada;
  • o prazo máximo para pagamento da indenização pela seguradora;
  • o número de telefone da central de atendimento ao segurado;
  • o endereço eletrônico do portal da Susep, onde serão publicadas todas as informações referentes à apólice;
  • o número do telefone gratuito da Susep para atendimento ao público;
  • a chancela ou assinatura do representante da seguradora;
  • o nome e o número de registro na Susep do corretor, se houver a participação do profissional na intermediação da contratação.

Ademais, na apólice devem ficar bem claras todas as informações que possam influenciar a decisão do consumidor ou que implique em restrição de direitos. Ainda, as cláusulas restritivas de direito devem ser destacadas, para que sejam facilmente visualizadas e a redação deve ser de fácil compreensão.

Responsabilidades e direitos do segurado e da seguradora

Como em qualquer relação de consumo, os direitos do segurado são garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor e pelo Código Civil. Além disso, os direitos e as responsabilidades de segurados e de seguradoras são orientados e fiscalizados pela Susep.

Contudo, os contratos de seguros podem restringir coberturas ou direitos do segurado, desde que esta restrição fique clara no contrato. Portanto, antes da assinatura, é essencial que o segurado leia detalhadamente o que está contratando.

Ainda assim, é importante ressaltar que existem critérios indispensáveis, que asseguram direitos e definem responsabilidades, tanto para segurados, quanto para seguradoras. Confira quais são:

Direitos

  • Direito de Aceitação: a seguradora pode ou não aceitar uma proposta de seguro, desde que a decisão ocorra em até 15 dias após a apresentação da proposta. Decorrido esse prazo a aceitação é automática;
  • Documentação:  o segurado tem o direito de receber todos os documentos referentes ao seguro;
  • Indenização: o segurado tem o direito de receber a indenização em, no máximo, 30 dias após a data em que ele fizer a entrega da documentação;
  • Cancelamento da apólice: o cancelamento pode ocorrer a qualquer tempo e por iniciativa de qualquer as partes.

Deveres

  • Pagamento: o segurado deve fazer os pagamentos nos prazos ajustados, garantindo o direito à indenização;
  • Conservação: o imóvel deve ser mantido em bom estado de uso, de conservação e de segurança, havendo manutenção sempre que necessário. A negligência com esses quesitos pode levar à perda de direito sobre a indenização;
  • Inspeções: a seguradora deve avisar o segurado com antecedência quando for realizar alguma inspeção necessária à avaliação de riscos e as informações colhidas devem permanecer reservadas. Quando houver a inspeção, o proponente deve prestar todas as informações solicitadas pela seguradora;
  • Registro de ocorrência: caso ocorra algum acidente ou subtração de bens cobertos pela apólice, o segurado deve providenciar o registro policial da ocorrência, que precisa ser apresentado à seguradora. Ao mesmo tempo, é importante preservar os vestígios do ocorrido, o que facilita as apurações sobre o fato e agiliza a liberação da indenização.

Checklist: veja o que não pode faltar no seguro residencial

As possibilidades de contratação são muitas e devem ser consideradas caso a caso, de acordo com as necessidades e riscos que cada residência apresenta. No entanto, existem coberturas que são indispensáveis.

Como já destacado, o contrato padrão de seguro residencial inclui coberturas para os casos de incêndios, raios e explosões. Portanto, com a contratação de qualquer seguro residencial ficam asseguradas as indenizações para todas as ocorrências que possam surgir com acidentes domésticos com curtos-circuitos, velas, panelas de pressão, vazamento de gás, entre outros.

Porém, existem outras coberturas extras que sempre devem ser consideradas:

Furtos e roubos

Os índices de furtos e roubos a residências têm aumentado de maneira alarmante em todo o Brasil. Portanto, mais do que uma opção, buscar prevenções para casos dessa natureza se tornou mais do que uma necessidade.

Diante dessa situação, da mesma forma que vale a pena cuidar da proteção da residência por meio da instalação de equipamentos, como alarmes e câmeras, também é importante pensar na contratação de um seguro que garanta indenizações, caso a ocorrência seja inevitável.

Riscos naturais

Cada residência está mais ou menos exposta às ações das forças da natureza, que podem representar sérios riscos ao patrimônio da família. Portanto, a partir da observação de cada caso, também é interessante avaliar a contratação de coberturas para estes riscos.

Para quem mora em uma área onde há recorrência de enchentes ou quedas frequentes de raios, por exemplo, é compensador incluir na apólice coberturas para eventos naturais.

Responsabilidade civil

Viver em sociedade é uma condição que também expõe as pessoas a riscos. Afinal, de maneira inadvertida, a vidraça de um vizinho pode ser quebrada ou algum vazamento pode afetar o apartamento do andar inferior.

Ou seja, é impossível prever a ocorrência desse tipo de evento. Para casos assim, existem coberturas que também dão tranquilidade ao segurado nesse sentido.

Serviços especiais

A comodidade e a segurança que a contratação dos serviços especiais proporciona compensam bastante o custo adicional. Sobretudo se for considerado que os profissionais ficam disponíveis para atendimento ao longo das 24 horas do dia.

Para concluir que a cobertura é necessária, basta imaginar o transtorno que é perder a chave na madrugada, quando nenhum chaveiro está disponível, ou ter que correr atrás de um eletricista, quando uma pane elétrica deixa a casa às escuras.

Aliás, os preços que os prestadores de serviços cobram, que geralmente são ainda mais elevados em casos de urgência, podem ser suficientes para cobrir o valor adicional da apólice com coberturas especiais, o que torna essa opção um ótimo negócio.

As coberturas especiais podem incluir ainda o pagamento do condomínio, em caso de desemprego, além de uma imensa gama de possibilidades. Por exemplo, para residências de alto padrão, que incluem equipamento sofisticados, obras de arte e itens de valor guardados em cofres é possível segurar tudo, em uma única apólice.

Se você ainda tem alguma dúvida sobre seguro residencial ou se deseja contratar, entre em contato com a Criare Seguros. Teremos grande satisfação em ajudar!


Sobre Hygons Hypolito

"O maior beneficio dos seguros é dar tranquilidade para que as pessoas possam sonhar, ousar e realizar com a certeza de que os riscos de viver e trabalhar estão protegidos." Sou empreendedor, corretor de seguros, empresário, curioso, eterno aprendiz, viciado em tecnologia.

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