Entenda a diferença entre seguro de condomínio e residencial


 

Cercar o patrimônio de garantias é uma atitude prudente, seja ele de propriedade coletiva, seja de propriedade individual. É para tanto que existem os seguros, que garantem que as indenizações sejam pagas aos beneficiários, caso ocorra algum dano sobre o patrimônio segurado.

Contudo, quando nos referimos a uma propriedade coletiva, como são os condomínios, é preciso prever tipos específicos de coberturas, que são distintos daqueles necessários aos bens de uso de uma única família, como uma casa ou um apartamento.

Confira nesse post quais são as diferenças existentes entre o seguro de condomínio e o seguro residencial.

Seguro de condomínio

No Brasil, a Lei Federal nº 4.591, de 1964, que dispõe sobre os condomínios no país, determina que os condomínios sejam obrigados a contratar seguro que cubra toda a edificação contra incêndio ou outro sinistro que cause destruição no todo ou em parte. Nesse aspecto, estão incluídas na cobertura tanto as partes autônomas do edifício, que são os apartamentos, quanto as partes comuns, compostas pelo hall, salão de festa, áreas de lazer etc..

Portanto, o seguro de condomínio não é uma opção, mas uma obrigação legal que deve ser cumprida pelo síndico.

Tipos de cobertura

Por exigência da Resolução 218, de 2010, do Conselho Nacional de Seguro Privado (CNSP), órgão vinculado ao Ministério da Fazenda que normatiza as atividades de seguro no Brasil, o seguro obrigatório de condomínio deve ser oferecido nas modalidades básica e ampla. Ambas podem ser complementadas por coberturas adicionais, que vão além daquelas obrigatórias.

  • Cobertura básica simples: inclui garantias para casos de incêndio, de queda de raios e de explosões e implosões de qualquer natureza e também para casos de queda de aeronave e acionamento acidental de sprinklers.
  • Cobertura básica ampla: cobre a edificação contra quaisquer danos materiais. Além das garantias previstas na cobertura básica, a cobertura ampla também inclui danos por impactos de veículos terrestres, desmoronamento parcial ou total da edificação, tumultos, inundações e alagamentos e danos elétricos, entre outros. O contrato de seguro pode prever a exclusão expressa de alguns tipos de danos.

Como já foi dito, as duas modalidades de coberturas podem ser acrescidas de garantias adicionais. Além disso, qualquer que seja a modalidade básica contratada, ela prevê a cobertura de despesas com as providências de combate a incêndio, proteção dos bens segurados, salvamentos e desentulho do local sinistrado.

Para se adequarem às exigências do CNSP, as seguradoras fizeram adaptações nos produtos que ofertam ao mercado, incluindo um seguro multirrisco que acrescenta coberturas que possam ser de interesse do condomínio e que vão além daquelas previstas na cobertura básica.

A ideia é oferecer um seguro de cobertura abrangente, por um custo acessível. Como o prêmio, ou seja, o valor que é pago pela apólice, é dividido entre as unidades, o valor que cada condômino deve pagar torna-se bastante reduzida.

Coberturas adicionais

Como vimos acima, as coberturas básicas, simples ou ampla, asseguram os aspectos físicos da edificação. Contudo, na apólice podem ser incluídas coberturas adicionais que também garantam as seguintes indenizações:

  • em caso de quebra de vidros;
  • por atos que configurem responsabilidade civil do síndico (aqueles que causam dano físico ou material a terceiros em decorrência da administração do condomínio);
  • por danos corporais e/ou materiais causados aos condôminos ou a visitantes que recaiam sob a responsabilidade do condomínio;
  • vida e acidentes pessoais dos funcionários, entre outras possibilidades.

Sendo assim, para que um condomínio fique perfeitamente segurado, é importante considerar as coberturas adicionais. Aliás, estas devem ser vistas com especial atenção pelo próprio síndico, uma vez que eventos que causem danos a terceiros podem configurar responsabilidade civil do gestor do condomínio.

Assim, por exemplo, se o carro de um visitante for danificado por um portão em mal funcionamento, que feche antes da hora, ele poderá acionar o condomínio para obter o ressarcimento do prejuízo. Se houver o seguro adicional que preveja situações assim, a apólice se responsabilizará pela indenização.

Seguro residencial

O seguro residencial tem conotação diferente daquela que assume o seguro de condomínio. Uma vez que se destina a garantir coberturas exclusivas sobre uma casa ou sobre um apartamento, além dos aspectos construtivos, a apólice também pode cobrir danos sobre os bens dos moradores do imóvel.

O contrato padrão de seguro residencial inclui coberturas coincidentes com àquelas vistas na cobertura básica simples para condomínio. Ou seja, a apólice cobre casos de incêndios, raios e explosões. Portanto, no seguro residencial ficam asseguradas as indenizações para todas as ocorrências domésticas com curtos-circuitos, acidentes com velas, explosão de panelas de pressão ou em decorrência de vazamento de gás, entre tantos outras.

Para casas

É preciso observar a contratação do seguro de modo a cobrir toda a estrutura da casa. Assim, a cobertura vista acima – contra incêndio, queda de raios e explosões – também são consideradas no seguro padrão de uma casa.

Todavia, também é importante observar coberturas que garantam os pertences dos moradores.

Seguro para apartamentos

No caso dos apartamentos, ainda que eles tenham a estrutura coberta pelo seguro do condomínio, é preciso ressaltar que as coberturas condominiais não garantem danos sobre bens contidos no imóvel. Portanto, é conveniente contratar um seguro residencial que, diferente do seguro de condomínio, seja capaz de garantir especificamente as indenizações também sobre danos causados aos pertences dos moradores.

Ao mesmo tempo, é preciso certificar se a cobertura condominial é compatível com aquilo que o proprietário do apartamento considera como apropriado para uma indenização. Caso contrário, o seguro residencial pode complementar o valor.

Coberturas adicionais

Os seguros residenciais podem incluir coberturas adicionais contra vários tipos de riscos.

Furtos e roubos

Em um país onde os índices de furtos e roubos a residências são cada vez mais altos, mais do que uma opção, buscar proteções e garantias para esses tipos de ocorrências passou a ser uma necessidade.

Portanto, além de cuidar da proteger a residência com equipamentos de segurança, como alarmes e câmeras, também é recomendável contratar um seguro residencial.

Riscos naturais

De maneira mais ou menos intensa, toda residência está sob algum tipo de ameaça natural. Eventualmente, um vendaval pode arrancar o telhado de uma casa ou quebrar as vidraças de um apartamento e muitas outras ocorrências podem surgir.

Portanto, é interessante avaliar os principais riscos existentes na região onde a residência se encontra para contratar coberturas específicas para cada situação.

Responsabilidade civil

A vida em sociedade expõe as pessoas a riscos permanentes. Assim, inadvertidamente, por exemplo, um cano rompido pode inundar o apartamento do andar debaixo ou o portão da garagem de uma casa pode ferir um pedestre.

Pelo ponto de vista da lei, esses tipos de acidentes são de responsabilidade do proprietário do imóvel que deu origem ao problema, que deve arcar com as despesas decorrentes das reparações necessárias. Essas despesas podem ser cobertas pelo seguro.

Serviços especiais

Serviços de eletricistas, de bombeiros hidráulicos, de chaveiros, entre outros, também podem ser incluídos na apólice do seguro residencial.

Agora que você já conhece as diferenças entre seguro de condomínio e seguro residencial, que tal ler nosso post que fala sobre os riscos de escolher um seguro inapropriado?


Sobre Hygons Hypolito

"O maior beneficio dos seguros é dar tranquilidade para que as pessoas possam sonhar, ousar e realizar com a certeza de que os riscos de viver e trabalhar estão protegidos." Sou empreendedor, corretor de seguros, empresário, curioso, eterno aprendiz, viciado em tecnologia.

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