Entenda TUDO sobre seguro de carro antes de contratar o seu


 

A realização do sonho de comprar um automóvel, normalmente, vem acompanhada pelas dúvidas sobre a contratação de um seguro para carro. Afinal, como se trata de um bem com valor tão alto, ele deve ser protegido. Por isso, o ideal é que o contrato de seguro auto tenha sido celebrado já no ato da compra do veículo.

No entanto, por mais que esse seguro seja usual, é imprescindível entender todos os termos e as coberturas do contrato para não ser surpreendido quando precisar acioná-lo. Pensando nisso, preparamos este post. Você entenderá tudo sobre seguro para carro e estará pronto para contratar o seu. Então, continue lendo:

Por que o seguro para carro é necessário?

De acordo com a Confederação Nacional de Seguradoras, 57 carros são roubados por hora no Brasil. Um número que vem aumentando nos últimos anos como reflexo da crise econômica pela qual estamos passando.

Além dos roubos, inúmeras são as situações de desastre natural que podem ser enfrentadas por um motorista, como as enchentes e as inundações tão comuns em algumas cidades brasileiras.

Isso sem falar dos riscos de sofrer acidentes e ter o veículo de um 3º danificado. E ainda temos as situações imprevisíveis, como pane no carro e falhas mecânicas, que podem acontecer a qualquer hora e em qualquer lugar.

E, nesse momento, você pode pensar que pode se proteger de outras formas, como por meio da contratação do seguro danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre (DPVAT).

Danos pessoais causados por veículos automotores de via terrestre

O seguro DPVAT é obrigatório para proprietários de veículos automotores — como de carros, ônibus, motos e caminhões — e deve ser pago todos os anos com o IPVA. Ele tem, portanto, validade de 1º de janeiro a 31 de dezembro de cada ano. Acontece que esse seguro tem como única finalidade indenizar as vítimas de acidentes provocados por esses veículos.

Nesse contexto, a indenização será paga em caso de morte, no valor de R$ 13,5 mil, e de invalidez total ou parcial, cujo valor será de até R$13,5 mil, de acordo com a lesão sofrida pela vítima. Além disso, o seguro oferece o reembolso das despesas médico-hospitalares comprovadamente despendidas no valor de até R$ 2,7 mil.

Esse seguro, no entanto, não cobre os danos materiais que porventura sejam causados ao veículo. Além disso, o recebimento de indenização do seguro DPVAT não exclui o direito da vítima de requerer indenização por danos morais e materiais perante o condutor do automóvel e causador do acidente.

Dessa forma, o pagamento regular e obrigatório do seguro DPVAT não é uma proteção ao proprietário do veículo automotor, na medida em que ele deverá arcar com eventuais despesas geradas por danos ao automóvel, bem como por danos a possíveis vítimas.

O seguro para carro, portanto, torna-se necessário para proteger o patrimônio ao transferir para a seguradora a responsabilidade pelo pagamento de possíveis riscos a que ele está sujeito.

O que o seguro auto cobre?

Ao contratar o seguro automotivo, o motorista deve analisar as coberturas oferecidas a fim de contratar uma que o atenda e que não o deixe na mão no momento em que ele mais precisar.

Atualmente, existem no mercado 2 tipos de coberturas:

Cobertura compreensiva

A cobertura compreensiva protege o veículo segurado contra os riscos de:

  • colisão;
  • capotagem;
  • derrapagem;
  • abalroamento;
  • queda sobre o veículo de objeto externo;
  • dano causado quando o veículo estiver sendo transportado;
  • dano causado pela carga transportada;
  • ato danoso praticado por 3º.

Cobre, também, danos oriundos de causas naturais, como decorrentes de:

  • alagamento;
  • inundação;
  • enchente;
  • ressaca;
  • granizo;
  • vendaval;
  • tempestade;
  • queda de árvore;
  • raio;
  • terremoto.

E, ainda, danos causados por incêndios ou explosão. Por fim, cobre roubo e furto, tanto do veículo quanto de suas partes, ou seja, roubo e furto total ou parcial.

Cobertura para roubo, furto e incêndio

Essa cobertura é bem mais limitada e abrange tão somente os possíveis danos provocados por raio, incêndio ou explosão, bem como por roubo ou furto total. Como se trata de apenas roubo e furto total, a indenização é cabível somente se o veículo for furtado ou roubado, mas não as suas partes.

Coberturas adicionais

Contratando uma das coberturas acima, o proprietário de veículo ainda pode contratar coberturas adicionais, as quais corresponderão a um prêmio e será definido um limite de indenização.

Entre elas, podemos citar a cobertura de acessórios — como aparelhos de som, imagem e comunicação. Há ainda a cobertura de vidros laterais, traseiro, para-brisa, por qualquer dano que vier a sofrer, assim como de chaveiro, troca de pneus, guincho e desconto em estacionamento.

E, em caso de acidente ou de necessidade de reparo do automóvel, o segurado pode contar com cobertura de carro reserva, táxi emergencial, assistência 24 horas e higienização do veículo em caso de enchente.

Outra cobertura adicional interessante é a de extensão de perímetro, a qual estende a cobertura de danos ao veículo para além do território nacional, mais especificamente para países da América do Sul.

Além de poder optar por um tipo de cobertura, o segurado pode optar pelo critério de indenização em caso de indenização integral. Existem 2 critérios, os quais podem ser combinados tanto com a cobertura compreensiva quanto a cobertura por furto, roubo e incêndio. São eles:

Valor de mercado referenciado

Se o sinistro culminar na indenização integral do veículo segurado, o valor dessa indenização será o previsto na tabela de referência. Essa tabela, no entanto, não pode ser elaborada pela própria seguradora. Em geral, é utilizada a tabela Fipe, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

O segurado ainda pode contratar um fator de reajuste, que é um percentual a ser aplicado sobre o valor de referência a fim de ajustar o valor da tabela ao valor de mercado.

Valor determinado

Nesse critério, o valor de eventual indenização integral será uma quantia fixa, previamente determinada na contratação do seguro. Em regra, corresponde ao valor do veículo no momento da contratação. Não são todas as seguradoras que aceitam esse critério. Outras estipulam limites, mínimo e máximo, para a escolha do valor segurado.

Esses valores, portanto, serão os pagos em caso de indenização integral, também conhecido como perda total do veículo que, em geral, é constatado quando o valor de reparação ultrapassa o correspondente a 75% do valor do veículo.

Se o valor do reparo for inferior ao correspondente a 75% do valor do carro, tem-se a perda parcial. Nesse caso, deverá ser analisado o valor da franquia contratada, que é um valor previsto no contrato do segurado a ser pago por ele mesmo em caso de reparo do seu automóvel.

Assim, em caso de perda parcial, o reparo será custeado pelo segurado até o limite da franquia, enquanto o excedente será custeado pela seguradora. Se o reparo não atingir o valor da franquia, ele será inteiramente arcado pelo segurado.

Nesse caso, o cliente ainda deve analisar se vale a pena acionar o seguro do carro se o valor for inferior à franquia ou se a diferença a ser paga pela seguradora for pequena, uma vez que o cliente pode, eventualmente, perder um bônus no momento da renovação. Além disso, você verá mais adiante que quanto menor o valor da franquia, maior será o valor do seguro.

As seguradoras também oferecem outros 2 tipos de coberturas, que visam proteger principalmente contra danos pessoais. São elas:

Responsabilidade civil facultativa de veículos (RCF-V)

Trata-se de uma cobertura para riscos de danos a terceiros, tanto pessoal quanto material, provocados pelo segurado em eventual acidente. Inclui, também, o reembolso pelo pagamento de advogado e de custos judiciais.

Ao contratar essa cobertura, o motorista passa a ter direito ao reembolso até o limite de sua apólice, se obrigado a pagar, judicial ou extrajudicialmente, indenização por danos pessoais e materiais a 3º.

A cobertura de danos pessoais pode cobrir tanto danos físicos quanto danos morais. Isso, no entanto, deve ser verificado na sua seguradora, uma vez que algumas exigem uma contratação adicional da cobertura por dano moral.

Acidentes pessoais de passageiros (APP)

Essa cobertura, por sua vez, oferece o pagamento de indenização por:

  • despesas médicas e hospitalares;
  • morte ou invalidez total ou parcial ao motorista e aos passageiros do carro segurado — quando feridos — ou aos seus beneficiários — em caso de morte.

As despesas médicas e hospitalares comprovadas serão reembolsadas até o limite do valor contratado. Já no caso de invalidez parcial, a indenização será calculada de acordo com os critérios da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e com a tabela constante do contrato de seguro auto.

A indenização por morte e invalidez total, por sua vez, corresponderá ao valor definido na apólice e será paga por passageiro, em valores iguais.

Assim, tanto o RCF-V quanto o APP são seguros facultativos. Todavia, o RCF-V se presta ao reembolso do motorista em caso de pagamento de indenização por danos por ele provocados a terceiros, ao passo que o APP visa indenizar os próprios passageiros e motorista do veículo segurado em caso de invalidez, morte e despesas médicas e hospitalares.

O que influencia o preço do seguro do carro?

valor do seguro pago pelo segurado à seguradora é denominado prêmio e, para se chegar a ele, alguns fatores serão considerados.

Antes de falar quais são eles, é importante ressaltar que a seguradora não está obrigada a fazer o seguro, ela pode se reservar ao direito de não cobrir a apólice de um veículo caso entenda não ser interessante para ela, por qualquer motivo que seja.

Em geral, isso acontece com veículos muito velhos e com veículos que passaram por alguma alteração, ainda que permitida por lei. Isso, no entanto, pode variar de acordo com a seguradora.

Uma vez aceito pela seguradora, ela analisará, principalmente:

Perfil do segurado

O cálculo do seguro considera a probabilidade de a seguradora ser acionada. Assim, quanto maior o risco a que ela estará sujeita, maior será o valor do seguro. Nesse sentido, ao analisar o perfil do candidato a segurado, serão avaliados:

  • a idade;
  • o gênero;
  • e o tempo de habilitação do condutor.

O motorista mais jovem e com menos tempo de habilitação está mais propenso a sofrer acidentes, aumentando o risco para a seguradora, e, por isso, o seu seguro tende a ser mais caro.

As mulheres, por sua vez, costumam ser motoristas mais cuidadosas e, em razão disso, acionam o seguro menos do que os homens. Isso torna o seguro cotado por elas mais barato.

Estado civil

Aqui, outro fator importante será o estado civil do possível segurado, pois os casados ou em união estável são, em geral, pessoas mais prudentes do que os solteiros e, em razão disso, a cotação de seu seguro será mais baixa.

Histórico de condução

O proprietário do veículo também terá analisado o seu histórico de condutor. Serão pesquisados dados como registro de roubos e furtos de automóveis, acidentes e colisões sofridas, pontuação na carteira de habilitação, entre outros. Assim, quanto maior o número de ocorrências, maior risco este condutor oferece e maior será o valor de seu seguro.

Residência do motorista

A residência do motorista será igualmente um fator a ser considerado na hora da cotação. Isso porque os residentes em áreas urbanas estão mais sujeitos a atos de violência como roubo e furto e, por isso, terão o seguro mais caro do que os residentes em pequenas cidades.

Da mesma forma, as cidades e, por sua vez, os bairros com alto índice de crimes contra o patrimônio também tendem a ter a cotação do seguro mais elevada, haja vista o maior risco que oferecem.

Após considerar a cidade, será avaliado se a residência do contratante conta com garagem ou se o carro é sempre estacionado na rua. Afinal, o veículo que permanece fora da garagem está mais propenso a danos e, por isso, o valor do seguro costuma ser mais caro.

Uso do veículo

Algumas seguradoras ainda consideram o uso do veículo e a profissão do condutor, de modo que os que usam mais o carro ou que têm uma profissão de risco terão o seguro mais caro.

Modelo do veículo

Quanto ao veículo objeto do seguro, a seguradora considera seu modelo, marca e ano de fabricação. Nesse contexto, costuma ser atribuído um fator de risco para cada modelo de automóvel.

Com base nos próprios registros de sinistros dos veículos segurados, a seguradora mantém dados como os modelos de veículos mais visados por ladrões. Assim, o tipo de carro cotado como de maior risco tende a ser mais caro.

O modelo do veículo e o seu valor correspondente, de acordo com a tabela Fipe, também devem ser considerados. O custo de manutenção é outro fator que influencia o preço, já que modelos como os esportivos têm, em geral, custo de manutenção é mais caro do que um sedã familiar, por exemplo.

Além disso, os modelos que passaram por recall de montadoras, os com sistema mecânico mais complicado e os importados terão o valor de seu seguro mais elevado.

Acessórios

Os acessórios presentes no veículo também contam. A pintura diferenciada, faróis especiais e uma sonorização potente podem elevar o preço do seguro, tendo em vista que, em caso de acidente, a sua substituição será mais cara.

A existência de itens de segurança, por sua vez, tende a reduzir o valor do prêmio. Itens como rastreadores de veículo e alarme oferecem mais proteção ao carro e, por isso, reduzem o valor do seguro. Por isso, é importante mencioná-los ao preencher a ficha de cadastro.

Ano de fabricação

O ano de fabricação também deve ser levado em consideração. Isso porque, quanto mais novo, mais caro é o veículo e, por isso, mais caro será seu seguro. Os veículos mais antigos, por sua vez, tendem a ter o seguro mais barato, já que o seu valor decai com o tempo.

Cobertura

Por fim, o preço será determinado de acordo com as coberturas e a franquia contratada. Dessa forma, quanto maior a cobertura, naturalmente, maior será o preço, já que se está protegendo contra mais riscos.

A franquia, como ressaltado anteriormente, é a quantia a ser paga pelo segurado em caso de sinistro e consequente acionamento do seguro. Assim, quanto maior for o valor da franquia contratada, menor será o valor do seguro.

Feitas essas considerações, cabe ressaltar o peso de cada um desses fatores. É claro que pode haver alteração de acordo com a seguradora, mas é possível mensurar o peso, em geral, de cada fator:

  • tipo de veículo costuma ser o principal fator para definir o preço do seguro, representando 60% do valor;
  • perfil do segurado — sobretudo gênero e idade — responderá por, em média, 20% do prêmio;
  • em 3º lugar, a existência de fatores de segurança responderá por 10% do valor;
  • e, por fim, os últimos 10% corresponderão a dados como o endereço do segurado e se a sua residência tem ou não garagem.

Feita toda esta análise, o segurado ainda pode contar com um bônus como forma de reduzir o valor de seu seguro. Esse bônus será concedido de acordo com a política de cada seguradora.

Em geral, a cada ano com o seguro auto sem a ocorrência de um sinistro, o motorista acumula pontos que podem ser convertidos em desconto ao renovar o seguro. Em outras situações, ao completar 5 anos sem acionar o seguro, será concedido o bônus.

Para a seguradora, é interessante manter esse motorista como seu cliente, já que a experiência demonstra que ele oferece pouco risco.

Como escolher a melhor opção de seguro auto?

Em 1º lugar, é preciso entender a diferença entre seguradora e corretora de seguros.

Seguradora

A seguradora é uma empresa autorizada pela Susep a indenizar seus clientes ao assumir os riscos de qualquer tipo de prejuízo que possam sofrer, de acordo com a apólice contratada. Isso significa que o contrato da apólice é assinado com a seguradora, ou seja, é ela quem responde pelo seguro.

Corretora

A corretora, por sua vez, é a empresa, ou pessoa física, também autorizada pela Susep a comercializar os produtos das seguradoras, atuando como intermediária entre o segurado e a seguradora, de forma a garantir o cumprimento do contrato por ambas as partes.

Nesse sentido, ela tem o papel fundamental de orientar o segurado quanto ao produto oferecido pela seguradora, ajudando a encontrar a apólice que melhor atende tanto nas coberturas quanto no preço. E, ainda, esclarecendo ao cliente os termos das cláusulas contratuais a fim de que tenha ciência de seus deveres e de seus direitos.

Essa intermediação, no entanto, vai além da venda do seguro. Os corretores podem interceder pelo cliente, perante a seguradora, em situações de necessidade de acionamento do seguro. O corretor, portanto, também atua no sentido de facilitar e de agilizar os processos, como de pagamento de indenização perante a seguradora.

Atualmente, com a popularização da internet, também se popularizou o serviço de corretora on-line, que não se difere da corretora tradicional. Ela deve fazer a cotação, buscar o seguro que melhor se encaixa no perfil do cliente, auxiliar na contratação e na renovação do seguro.

Custo-benefício

De todo modo, é importante fazer várias cotações e simulações de contrato de seguro para ter um parâmetro na hora de contratar o seu. Além disso, é fundamental que o segurado pesquise a reputação da corretora, assim como se ela tem a habilitação perante a Susep.

Uma corretora com profissionais qualificados será capaz não só de identificar o seguro ideal para seu cliente, como também saberá orientá-lo com mais segurança nos serviços pós-venda. Desse modo, o cliente não fica à mercê da sorte quando precisar resolver algum problema com sua seguradora.

Criare Seguros

Se você estiver pensando em contratar um seguro de automóvel, entre em contato com a Criare Seguros. Além de trabalhar em parceria com 15 seguradoras, ela conta com profissionais capacitados, com conhecimento técnico e de mercado para encontrar o seguro mais indicado para seu cliente e para dar todo o suporte necessário em casos de sinistros, em assuntos administrativos e no que mais for necessário.

Depois de toda essa aula sobre seguro para carro, você terá mais segurança na hora de contratar o seu. Só não deixe de contar com uma corretora habilitada pela Susep, com boa reputação no mercado e que seja confiável, pois isso fará toda a diferença.

Muito importante o assunto deste post, não é mesmo? Então, aproveite para compartilhá-lo nas redes sociais para que mais pessoas aprendam a respeito!


Sobre Hygons Hypolito

"O maior beneficio dos seguros é dar tranquilidade para que as pessoas possam sonhar, ousar e realizar com a certeza de que os riscos de viver e trabalhar estão protegidos." Sou empreendedor, corretor de seguros, empresário, curioso, eterno aprendiz, viciado em tecnologia.

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